Meados
de 1990. A mídia, que naqueles tempos era chamada
de "meios de comunicação",
tentava encontrar um jeito de explicar um programa que despontava
na telinha da TV Cultura: de cara, arriscaram "Jornalístico
de variedades". Depois, "Revista". Chamaram
de "Despretensioso e simpático". Por fim,
disseram que era "TV virando assunto na TV". Pronto,
desvendado o mistério, taí grande sacada do
tal do Vitrine: desmistificar os bastidores, mostrar
ao público o que acontece por trás das câmeras
de televisão, invadir estúdios de rádio,
sets de cinema, agências de publicidade.
Essa história
começou com a dupla Nelson Araújo e
Maria Antônia Demasi à frente da atração.
Pouco tempo depois, uma repórter "rechonchuda,
espontânea e simpática" (como dizia a
imprensa na época), assumia o comando: era Leonor
Correa, irmã do Faustão. Léo aproveitou
a vitrine e logo trocou de emissora, deixando para Renata
Ceribelli a espinhosa missão de "driblar
os clichês das noites de sábado", como
bem publicou o Estado de São Paulo em 1992.
Mas de tanto "invadir"
os bastidores alheios, Ceribelli um dia não voltou,
ficou lá pelo Vídeo-Show. E o Vitrine,
como estampou uma edição da Folha em 94, "ganhou
uma nova hostess"E que hostess: era a vez de Maria
Cristina Poli emprestar seus anos de experiência como
repórter na TV Globo para a revista da TV Cultura.
Foram quatro anos de entrevistas memoráveis, reportagens
caprichadas e especiais internacionais.
Em 1998, nova mudança:
o multimídia Marcelo Tas chegava pra fazer o que
a imprensa chamou na época de "reforma completa"
no programa, que passou a ser ao vivo e em estúdio,
ganhou em interatividade e abriu espaço pra uma nova
mídia, a internet. O telespectador vira "internauta".
Aliás, o Vitrine foi o primeiro programa da TV brasileira
a ser transmitido pela grande rede.
A "era Tas"
durou até fins de 2004, quando o eterno Ernesto Varella
foi atrás de novos desafios e deixou vago o posto
que só seria preenchido em junho de 2005, com a chegada
da nova dupla de apresentadores: Rodrigo Rodrigues e Sabrina
Parlatore. A ex-VJ e Rodrigo, que já havia atuado
como repórter anos antes, levaram o programa de volta
às ruas.
E depois de todos esses
anos, o Vitrine segue falando de mídia e a mídia
segue tentando definir o Vitrine: ágil, comunicativo,
divertido, informativo, ou seja, eternamente jovem.
Bem-vindo ao nosso site,
entre e clique à vontade.
|