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GUIA DO OUVINTE - Novembro de 2009 |
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O período de vida de Heitor Villa-Lobos foi um dos mais conturbados da história do Brasil e do mundo. Época de transformações, de busca da tal modernidade e da tão desejada brasilidade, de negação de parâmetros considerados conservadores e entraves para o as novidades, de movimentações políticas que tornariam decisivos os rumos das sociedades. O final do século XIX e os inícios do século seguinte foram talvez, os únicos momentos em que as rupturas com o passado foram determinantes na estética e na visão de mundo do Ocidente. Em música, o surgimento dos atonalismos desencadeou uma nova forma de compor e pensar sobre harmonias e melodias, sobretudo na Alemanha e na França. E esse era o problema, uma vez que os parâmetros, por mais que tenham sido rejeitados como regras, vinham da Europa e se disseminavam por todo Ocidente. Era também um conflito, principalmente quando se tratava da busca de uma identidade nacional. Ou então, as Américas deveriam buscar suas identidades em seus colonizadores. Com Alberto Nepomuceno aconteceram as primeiras tentativas da busca de uma linguagem nacional, através do romantismo brasileiro, do caráter modinheiro e do uso das temáticas nacionais. Entretanto, seria preciso ampliar os debates em torno dessa idéia de nacionalidade e buscar, necessariamente, subsídios histórico-musicais para a compreensão da possível brasilidade. Tradição versus ruptura: no universo da linguagem musical essa seria a primeira problemática para se discutir a questão do nacionalismo musical brasileiro. E foi nesse momento que Heitor Villa-Lobos tornou-se um dos precursores dessa brasilidade: seria como olhar duas obras de Tarsila do Amaral, abaporu e antropofagia, ambas de 1928. Nelas nascia, grosso modo, Villa-Lobos. Isso significou ir à Europa, mas depois de viajar pelos lugares mais distantes, quase inexistentes, do Brasil. Ir conhecer Edgar Varèse, não para aprender, mas para ouvir e ensinar. Essa é a fronteira em que Villa-Lobos percorreu suas partituras e suas peregrinações melódico-harmônicas; aproveitou o máximo das práticas musicais européias e as entrecruzou com as tradições orais e históricas do Brasil. Foi um índio de casaca que manipulava a batuta e um bom selvagem que dominava o contraponto bachiano. Nesse mês de novembro a Radio Cultura FM lembra os 50 anos de morte desse mestiço que confrontou a Europa. Destaques do mês Villa-Lobos: Por Maurício Monteiro |
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A Celebração do Dia na Cultura FM é um espaço onde Cyro Del Nero narra um fato que puxa outro, terminando por celebrar um dia que vale a pena ser lembrado. Fatos históricos, lembranças e palavras que marcaram profundamente uma data. Os ouvintes interagem pedindo cópias e sugerem temas ou buscam detalhes destes comentários diários. Cyro Del
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Maurício Galindo Na Cultura FM, dedica-se à formação de público para a música clássica apresentando o módulo diário Pergunte ao Maestro e Encontro com o Maestro, transmitido aos domingos, às 10h00. |