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Numa geografia sonora da Europa dos fins do século XVIII, pode-se pensar na Alemanha e Áustria como o centro de uma nova estilística a que se denominou "clássica" e na Itália, como difusor de uma forma dramática de interpretação. Em Viena, trabalharam Franz Joseph Haydn, Wolfgang Mozart e Ludwig Beethoven, a trindade do conhecido período clássico. Quando o conde Waldstein sugeriu em 1792 ao seu protegido Beethoven que fosse a Viena, colocou-o em contato com o que havia de mais "moderno" em termos de estilo e estética musicais: "você vai a Viena realizar um desejo de muito tempo... Receberá das mãos de Haydn o espírito de Mozart". As transformações na ciência e as absorções de um novo gênero na Europa do final do século XVIII e inícios do XIX são os principais vieses para a compreensão da obra musical que procurou, através de Mozart, Haydn e Beethoven a união coerente dos elementos da música: ritmo, harmonia e melodia. Na prática musical, tratava-se produzir uma música que fosse bela, emocionante, profunda e nobre. Ao contrário do anonimato barroco, da sublimação do espírito através das construções harmônicas, o período "clássico", ou mais propriamente, o "clássico vienense", se caracteriza principalmente pelas frases (melodias) curtas, periódicas e articuladas. Pode-se compreender o classicismo, ou melhor, a música clássica, na forma e na estrutura. As frases ou melodias são claramente subdivisíveis e estão ligadas umas às outras de forma coerente. Há uma periodicidade e simetria formal que personalizam e geram uma nova continuidade. Para o ouvinte, a música clássica, com sua coerência periódica e, sobretudo devido a ela, com essa simetria melódica e harmônica, parece mais compreensível e atraente, é o que afirma, por exemplo, Charles Rosen: "O material melódico de uma obra clássica, mesmo submetido às mais radicais modificações, conserva sua identidade para o ouvinte, graças principalmente a certa constância do ritmo". Neste mês de maio, quando se lembra dos 200 anos de Morte de Franz Joseph Haydn, o pai do classicismo vienense, a Radio Cultura FM traz até você algumas das mais significativas obras distribuídas na nossa grade de programação. Por Maurício Monteiro |
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A Celebração do Dia na Cultura FM é um espaço onde Cyro Del Nero narra um fato que puxa outro, terminando por celebrar um dia que vale a pena ser lembrado. Fatos históricos, lembranças e palavras que marcaram profundamente uma data. Os ouvintes interagem pedindo cópias e sugerem temas ou buscam detalhes destes comentários diários. Cyro Del
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FM apresenta o quadro Pergunte ao Maestro. Em linguagem simples e direta
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Maurício Galindo Na Cultura FM, dedica-se à formação de público para a música clássica apresentando o módulo diário Pergunte ao Maestro e Encontro com o Maestro, transmitido aos domingos, às 10h00. |