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Poesia proseada,
prosa poetizada.

Rosas atômicas,
relâmpagos espaciais,
com sensualidade erótica.
Imaginações astrais, por onde o significado humano
se esgueira ainda e se esforça por significar algo
que seja de humano para o humano, uma emoção ainda não
falida.
E é
tão fácil, tão simples, sempre tão novo
arrancada das trevas, do abismo,
luz molhada em lágrimas
esquenta e reconforta meu coração,
porque carrega consigo a promessa de ir mais adiante.
Simplesmente
isso, como o olho
no abismo do desconhecido,
como um ráio laser a passear
pelos passeios do infinito
por cima de tristes árvores sonolentas
e além da lua um rock'n roll agoniado,
casado em matrimônio enlouquecido com o samba.
Antena de televisão e coqueiro,
o manhã é o hino do desconhecido eterno
e o presente é aqui e agora, neste momento.
Por isto eu digo:
"bicho tu me espantas!
Tu jogas lixo em cima das plantas!"
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assistir, é necessário
o Real
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