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Laranjeiras, Santa Luzia do Itanhi,
Riachuelo, Campo do Brito
 


LARANJEIRAS


Laranjeiras fica a 17 Km de Aracaju, mas parece distante, ao menos no tempo. A cidade dos engenhos de cana movimentava muito dinheiro no século XVIII, as principais óperas e espetáculos saiam do Rio de Janeiro e antes de aportarem em Recife, faziam parada obrigatória em Laranjeiras. Na época tinha 25 mil habitantes e era considerada a Atenas sergipana, hoje sua população não chega a 22 mil.

Laranjeiras fica no Vale do Cotonguiba, o rio que os holandeses usaram para inavadir a cidade. Hoje não tem mais a riqueza financeira, sua cultura ainda resiste, em manifestações como a Taieira, em remanescentes de Quilombos. Mas, da Atenas sergipana só sobraram histórias. Sua frágil economia se apoia na indústria e na agricultura familiar, o turismo, para o qual tem grande potencial, não é explorado. Dessa maneira, Laranjeiras continua guardando sua história para poucos visitantes.

 

SANTA LUZIA DO ITANHI

No nome esta cidade representa, em parte, o amálgama da cultura brasileira: Santa Luzia, em homenagem a santa católica e Itanhi, palavra indígena que significa Rio de Pedra. Santa Luzia do Itanhi não é linear, 11 mil habitantes divididos em várias comunidades espalhadas pelo sul de Sergipe, tentando sobreviver da pesca, da extração do coco, da mandioca. Abriga nos seus limites desde vilas de pescadores até um assentamento dos sem-terra, o Mocambo,com 40 famílias. Esta é o povoado mais antigo de Sergipe, sua fundação (1575) coincide com as primeiras tentativas de colonização do solo sergipano. São 11 mil habitantes que dividem a cidade com 10 mil cabeças de gado.

 

RIACHUELO

Assim como o rio Cotinguiba corta Laranjeiras, o rio Sergipe corta Riachuelo. São os dois principais rios do estado onde, a partir de 1600, começou a colonização do interior do estado, quando nasceu a lavoura e indústria da cana de açucar. Em virtude da boa qualidade de suas terras, o povoado cresceu e se desenvolveu, entre fazendas de gado e engenhos de cana. Seu apogeu durou até o início deste século, quando aumentaram as facilidades de transporte até Aracaju, que possuia um porto mais franco e, com isso passou a controlar economicamente o estado.

 

CAMPO DO BRITO

A 53 Km de Aracaju ficavam os campos para criação de animais da família Brito. Hoje não há mais Britos, só o Campo do Brito, a cidade que nasceu de concessões de sesmarias aos padres Jesuítas. Em 10 de março de 1601 os padres ganharam as terras "junto à serra da Cajaíba, na tapera de Pirapean, entre o vale do Vasa-Barris, a serra de Itabaiana e subindo o rio até aquele pico." Campo do Brito fica na "boca do sertão", seu solo tem qualidade, o que propicia a sua população viver da agricultura e pecuária.

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