Mirandiba, PEsegunda parte Neide Duarte |
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Quem reina no sertão é o Sol. O sertanejo está sempre com ele na cabeça. Sem sombra que traga algum desafogo. Por causa dele, no meio do sertão, o Sol agora passa na tevê.
Se fossem feitas pelo governo, através de empreiteiras, custariam cerca de 600 reais, feitas em parceria custam a metade: 300 reais. "Hoje em dia não é uma situação só nossa mas, as ongs do Brasil inteiro praticamente dependem quase exclusivamente de recursos da cooperação internacional." - Luis Cláudio Mattos - Representante ASPTA "O poder público pela infra estrutura que possui, infelizmente não tem a menor condição de resolver os problemas da população, o problema social. Nós temos um quadro de saúde, de educação, de geração de renda que infelizmente é necessário muitos recursos para se trazer efetivamente qualidade de vida. Então nós optamos e achamos que era fundamental a participação da comunidade como também a cooperação com instituição não governamental, governamentais, internacionais ,igrejas, etc." - Nelson Pereira - Ex-prefeito "Cada povo tem de ter uma responsabilidade tão grande, quando ele fala em conselho é o povo, não é o prefeito, é vocês...é nós..porque tamos lá pra pressionar ele." - Reunião do Conselho de Desenvolvimento
Moradores, Sindicato Rural, igreja, ONG, ASPTA. Todo mundo participa. O prefeito é o coordenador. Nesta reunião se decidem os gastos municipais. Quem criou este conselho e realizou quase todas as parcerias foi o ex prefeito Nelson Pereira, do PT , agora o atual prefeito Antonio Torres, também do PT dá continuidade ao trabalho.
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Os problemas estão longe de serem plenamente resolvidos, mas a prefeitura, junto com a população, a universidade federal de pernambuco, as organizaçòes não governamentais, sindicatos, igreja , estão buscando um caminho próprio, um caminho sertanejo pra resolver a questão.
E atrás dos cabritos vem a onça e a imaginação que apavora.
A aparência
dessa paisagem é de morte, mas tem uma vida aqui? E no meio do sertão Cornélio e seu fusca Brasil esperam melhores condições para seguir viagem. Mas Cornélio
sabe que é preciso seguir em frente. Bye, bye Brasil.
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