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Verbos   
 
 

Indicativo
Uso do pretérito mais-que-perfeito

Todo mundo estudou, na escola primária e no primeiro grau, os tempos verbais (presente, passado e futuro). O passado, ou pretérito, se divide em pretérito imperfeito, pretérito perfeito e pretérito mais-que-perfeito.

Por que esses nomes?

O tempo pretérito mais-que-perfeito não tem esse nome porque é mais perfeito, porque é perfeitíssimo. Vejamos um exemplo:

Quando o árbitro apitou, a bola já entrara.

Esse "entrara" é o pretérito mais-que-perfeito. Significa "tinha" ou "havia entrado". Quando o árbitro apitou ( pretérito perfeito ), a bola já tinha, já havia entrado, a bola entrara (pretérito mais-que-perfeito).
O pretérito perfeito indica um momento determinado do passado:"...o árbitro apitou ...".
O pretérito mais-que-perfeito indica um momento antes do pretérito perfeito: "... a bola já entrara."

Uma letra de Gilberto Gil ilustra bem o caso desse tempo verbal, "Super-Homem - A Canção".

... quem dera, pudesse todo homem compreender
Oh! Mãe, quem dera...
Minha porção mulher que até então se resguardara...

"...tinha, havia se resguardado...". Esse fato é anterior a outro. Na seqüência, a letra diz "...quem dera...". "Dera" é, também, pretérito mais-que-perfeito, usado com outro valor.
É necessário lembrar que os tempos verbais podem ser usados no lugar de outro, fora de seu uso comum. Ex:

como se fora/ como se fosse

"Fora" é pretérito mais-que-perfeito, "fosse" é imperfeito do subjuntivo.
"Quem dera" é equivalente a "eu gostaria, tomara". No entanto, ao pé da letra, "dera" é mais-que-perfeito, mais velho que o perfeito, fato ocorrido antes de outro.