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(Continuação)
Independência: efeito
dominó

Argélia: luta pela independência |
Na Argélia, onde a luta de libertação
havia começado em 54, o processo foi mais doloroso. Os colonos
franceses, ou pés pretos, recusaram-se a entregar as
terras aos argelinos e atacaram os nativos com violência. A
independência da Argélia seria reconhecida pela França
somente em 1962, durante o governo do general Charles de Gaulle. Na
África subsaariana, ao sul do deserto do Saara, foi Gana, o
primeiro Estado negro a conquistar a |
independência , em 1957, sob a liderança
de Kuame Nkrumah. Junto com Jomo Kenyatta, foi um dos principais partidários
da política pan-africanista.
| No Quênia, a revolta nacionalista ganhou impulso em 1952, quando membros dos kikuyu, a tribo mais numerosa do país, formaram uma organização clandestina, os Mau-Mau, contra os colonizadores britânicos. O Quênia obteve a independência em 63 e elegeu como seu primeiro presidente o líder Jomo Kenyatta. Ele governaria o país até sua morte, em 1978, quando seria sucedido pelo vice, Daniel Arap Moi. |

Kenyatta: primeiro presidente do Quênia |
Congo Belga: independência
x ditadura
Um dos processos mais sangrentos de independência aconteceu no Congo Belga, depois chamado de Zaire, o segundo maior país africano em extensão territorial, depois do Sudão. O antigo Congo havia sido um presente da Conferência de Berlim ao Rei Leopoldo II, da Bélgica, em 1885. Um presente e tanto: um vasto território rico em cobalto, ferro, potássio e... diamantes.

Congo Belga: país no coração da África |
Até 1908, o Congo era tratado como propriedade pessoal do rei Leopoldo. Só naquele ano tornou-se uma colônia da Bélgica. Com tantas riquezas naturais à disposição, os belgas resistiram com uma forte repressão ao movimento de independência do Congo. A luta dos nacionalistas fez nascer um novo líder negro na África: Patrice Lumumba. |
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Uma Manhã no Coração da África
Durante mil anos
tu, negro, sofreste como um animal
tuas cinzas foram espalhadas ao vento do deserto.
Teus tiranos construíram os templos mágicos e brilhantes,
onde preservam o teu sofrimento:
o bárbaro direito dos punhos e o direito branco ao chicote.
Tu tinhas direito de morrer, também podias chorar (...)
Enquanto rompes tuas cadeias, os grilhões pesados
os templos malvados e cruéis irão para não
voltar mais.
Um Congo livre e bravo surgirá da alma negra,
um Congo livre e bravo, o florescer negro, a semente negra !
Patrice Lumumba
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O líder nacionalista Patrice Lumumba |
A luta pela independência no Congo Belga ganhou intensidade em meados dos anos 50. Em 1958, no Congresso Pan-africano, o líder nacionalista Patrice Lumumba faria um discurso anticolonialista que lhe daria prestígio e fortaleceria a causa de seu país. Os confrontos entre nativos e colonos belgas se intensificaram até a conquista definitiva da independência, em junho de 1960.
Conflitos entre o novo governo e províncias separatistas, no entanto, fizeram Lumumba, já no cargo de primeiro-ministro, pedir a intervenção militar da ONU e da União Soviética. Em setembro de 60, Lumumba foi afastado do cargo e preso, por ordem do presidente Joseph Kasavubu. Em fevereiro de 61, o governo anunciou oficialmente sua morte. Patrice Lumumba recebeu homenagens da União Soviética, que batizou com o nome dele uma universidade em Moscou destinada a alunos estrangeiros. Iniciativas desse tipo faziam parte da luta ideológica da Guerra Fria.
Em 1971, sob o governo de Joseph Mobutu, o Congo Belga passou a se chamar Zaire. Todos os zairenses com nomes europeus foram obrigados a adotar nomes africanos. O próprio presidente passou a Mobutu Sese Seko. Em 1997, após a queda do ditador Seko, o Zaire passaria a se chamar República Democrática do Congo.
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